sábado, 9 de junho de 2012

A PERIODIZAÇÃO TÁTICA E CONTRIBUIÇÃO DO PROFESSOR BRUNO PIVETTI AOS PROFISSIONAIS DO FUTEBOL BRASILEIRO

A recente obra, lançamento da Phorte editora e de autoria do professor Bruno Marques Fernandes Pivetti "PERIODIZAÇÃO TÁTICA, o futebol-arte alicerçado em critérios", possui valor incomensurável aos profissionais que pretendem investigar o desempenho de uma perspectiva complexa mas real e fiel ao grande sistema chamado Futebol. Precisamos, neste país, pensar a respeito de quais as variáveis são realmente relevantes na determinação do desempenho de cada atleta e de sua equipe. Preparadores físicos precisam se questionar se os testes físicos escalam, aprovam ou reprovam atletas de futebol, se correr muito é correr certo e se o tal GPS mensura função tática, cognição e padrão de jogo face á complexidade de um esporte coletivo da magnitude espacial e de jogadores nele inseridos. Pivetti (2012) defende que "pode-se afirmar que o futebol segue a lei inexorável da economia, ou seja, o deslocamento realizado não deve nunca ter a pretensão de ser máximo ou mínimo, e sim justo. Ao se deslocar aquém do necessário ou o máximo possível não garante que os pressupostos táticos de rendimento estejam sendo cumpridos". Assim podemos considerar que, um alto nível de condicionamento aeróbio ou de aceleração em espaços reduzidos, não garantem rendimento ao atleta, o que não quer dizer (e isto é preciso destacar) que são aspectos irrelevantes ou com vantagem nula, mas que existem aspectos que são hierarquicamente de influencia mais acentuada e que ao "produto final" geram maior peso. É importante nos atentarmos ao ponto que existe toda uma cultura futebolística no futebol brasileiro que não pode ser perdida, mas sim organizada. Ainda, precisamos lembrar que passamos longos anos de nosso futebol tentando criar "receitas de bolo" com um reducionismo agressivo á formação incidental de nossos jogadores que sem dúvida têm qualidades especiais de improviso e de dribles não vistos em outras partes do mundo. Por esta linha de pensamento, acredito na importância desta obra aos jovens profissionais do futebol, pois a construção de um novo paradigma será fundamental para reinventarmos e recriarmos o "velho futebol brasileiro". Não se trata de extinguir metodologias, pois se trataria de mais uma "ditadura tecnicista". Nos referimos aqui á ruptura com a rígida e limitada maneira reducionista de pensar. PARABÉNS PROFESSOR BRUNO PIVETTI! Obrigado

quarta-feira, 11 de abril de 2012

FORMAÇÃO DE GOLEIROS NO ATLÉTICO-MG E OS PROFISSIONAIS ORIUNDOS DA BASE.

Há dez anos trabalhando na base atleticana, acompanhei o desenvolvimento e projeção de várias carreiras. Entre treinadores, preparadores físicos e treinadores de goleiros, todos buscaram ao longo dos anos se preparar onde podemos considerar a melhor "escola" de profissionais dos futebol: As categorias de base.
Neste sentido, o goleiro sendo peça fundamental, sempre teve tratamento especial e destacado no Galo, e perante as melhores estrutura do Brasil, tem sem dúvida um dos melhores trabalhos de formação. E o conhecimento do processo sempre foi uma prerrogativa de nosso profissionais, em especial me refiro ao competente Willian José de Castro.
Willian construiu toda sua carreira na base e enfrentou todas as dificuldades da formação de jovens promessas, disputou competições nacionais e internacionais além de por várias ocasiões ter servido aos profissionais antes de se firmar com treinador de goleiros principal.
Ao contrário de muitos profissionais que contaram com a sorte e com o nome(deles ou de amigos)sempre buscou o aprimoramento profissional nos tempos de base e sem dúvida conquistou seu espaço por merecimento.
Nenhuma crítica após o clássico foi consistente, apenas emocional. Apenas porquê acharam mais fácil analisar assim. Principalmente os que equivocadamente acreditam que Renan foi o responsável pelo empate.
Felizmente como em outros casos de jovens promessas em Minas Gerais, o tempo vai nos dizer a verdade e tenho certeza que Renan Ribeiro e Willian Castro darão a volta por cima e provarão que no futebol "SANTO DE CASA É QUE FAZ MILAGRE".
Obrigado

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

AS CRÍTICAS DE MURICY RAMALHO E OUTROS TREINADORES ÀS CATEGORIAS DE BASE TEM MOTIVOS NÃO LEVANTADOS

    Quando se ouve treinadores de futebol profissional falarem sobre a importância das categorias de base, muitas vezes pra reclamar de um possível trabalho deficiente em algum aspecto, fica apenas no ar que alguma coisa pode estar errado com o trabalho de formação dos clubes e uma análise mais lúcida e esclarecedora se torna necessária para evidenciar realmente os fatos a quem realmente se interessa e acha importante esta questão.

      A avidez por novos talentos no país que tradicionalmente já produziu grandes jogadores faz com que imprensa, clubes, federações e a até torcedores pressionem pela aceleração do processo de formação querendo transformar exceção em regra. Se disseminou neste país a concepção extremamente equivocada de que jogadores com 18 anos têm obrigatoriamente que estar prontos e em condições de vestir a camisa das equipes principais de seus clubes praticamente "matando" a categoria sub-20 e amputando uma fase de suma importância no processo de formação de atletas. Isso, considerando que para muitos jogadores esta maturidade competitiva chega por volta dos 23 anos de idade, reforçando a falta de competições sub-23 que deveriam fazer parte do calendário nacional e estaduais do futebol, obrigando os clubes a criarem mais uma categoria dentro de seu projeto de formação. Pra quem gosta de exemplos práticos, é bom observar alguns jogadores que se "desligaram" cedo de suas equipes de origem e hoje são imprescindíveis em seus clubes atuais. (Não citarei pra gerar maus entendidos por quem não sabe ler ou entender um crítica)
      Ainda, analisando a respeito das categorias de base, penso que existe diferença entre categorias de base e trabalho de base. Todo clube tem categoria de base. São as divisões por faixa etária, sub-13,sub-14,sub-15, etc. Mas trabalho de base, envolvendo projeto de formação, com aplicação dos conteúdos técnicos, táticos e físicos, mais análise de perfil psicológico e familiar e acompanhamento escolar constante, padrão de trabalho com metas e objetivos definidos com um entendimento da gestão de processos aplicada ao futebol, ufa! E olha que não falei tudo...POUCOS CLUBES DEVEM TER ISTO BRASIL!!!

        É importante não esquecer também dos jovens treinadores que treinam os garotos como se fossem profissionais, preocupados(equivocadamente) com resultados e com seu emprego. Se enganam e muito, quando se respeita a aplicação de conteúdos de treinamento e conceito de jogo nas fases de formação a tendência de conquistas é maior, não compreendem que cada idade responde melhor a um tipo de treinamento específico e ainda reclamam que falta jogador no mercado quando o que falta e a vontade de trabalhar individualmente as deficiências dos jovens jogadores.
     Continuando, e lembrando que tem clube sendo criticado só porque foi vice-campeão 3 vezes na categoria sub-20 (quisera eu esses 3 vices, tem time faz anos se contenta com 10º lugar nestas competições), clube com um excelente trabalho, por sinal. Enfim, esta cultura dos resultados não obtidos pelo profissioanl sendo transferidos pra base é que "mata". Os garotos são aprovados, mas com a "corda no pescoço"! Pra quem tem dificuldade de entender(e sempre tem alguém), explico: As vitórias também são importantes na base, mas o caminho pra se chegar a elas é muito mais importante.
        E mais uma questão pra encerrarmos esta discussão com "chave de ouro": Normalmente quem tem discurso negativo referente às categorias de base, não passou pela sua escola, não treinou garotos do sub-13 ou sub-17, e/ou não tem formação adequada pra isto. (não estou citando nomes, mas se servir pra alguém, minha posição está definida).
        Enfim, existe motivos diversos sob responsabilidade de clubes, treinadores, federações e a todos envolvidos neste cenário preocupante do futebol brasileiro.
          Obrigado

      
  


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ATLÉTICO-MG2X1BARCELONA - O QUE OS CATALÃES MOSTRARAM NESTE JOGÃO

Em Dezembro de 2010 na primeira edição da Future Champions, competição-FIFA realizada na cidade de Belo Horizonte até 2014 e na África do Sul, o sub-17 atleticano enfrentou nada menos que o poderoso Barcelona pela primeira fase do evento.
Num jogo emocionante com vitória do Galo por 2x1 e que jogamos como sempre como uma grande equipe de futebol e como a massa espera de quem veste a camisa preta e branca, identifiquei algumas questões já observadas na equipe principal catalã e que reforçam meu pensamento no que se refere a processo de formação de atletas.
jogo entre Atlético-MG e Barcelona pelo Future Champions
Durante o jogo, em momento algum foi visto desespero dos espanhóis que priorizavam saída bola com passes curtos, sem chutão, sem medo de perder a bola na defesa. Isto já demonstra que é possível formar defensores que sabem sair jogando com qualidade, o direito ao erro é permitido aos jovens jogadores que estão buscando maturidade para grandes disputas.
Em momento algum eles abdicaram do ato de atacar, o que tornou o jogo bonito pois o sub-17 atleticano também joga ofensivamente.
O anti-jogo não fazia parte do jogo do Barcelona, o fairplay sim era evidente e eles provaram que o futebol pode ser um jogo viril e de "cavalheiros" ao mesmo tempo.
Assim, reforcei meu pensamento que o foco no processo em relação aos resultados é o caminho (e não o oposto) seja por onde nós brasileiros precisemos compreender para otimizar o processo de formação. Mais do que títulos (que também são importantes neste contexto), o caminho para se chegar a eles é que define o bom e o mau trabalho na base.
Talvez algumas pessoas tenham dificuldade em perceber este conceito, pelo não conhecimento esportivo, pela interferência emocional clubístico durante os jogos ou ainda pelo medo da repercusão de uma possível derrota e o que ela pode causar para a imagem do diretor do clube ou treinador.
Enfim, são barreiras a serem vencidas por quem administra o futebol e por quem tem a função de formador de talentos para o futebol.
Acredito que um entendimento maior em Gestão de Processos e sua aplicação no esporte desta área de conhecimento tão conhecida dos engenheiros de produção e administradores de empresas ou profissionais da técnologia da informação, ou mesmo um esforço dos cursos superiores, ou federações para discutir o tema com os clubes possa preencher esta lacuna gigantesca em nosso futebol.
O que precisamos compreender é que é necessário iniciar um movimento de aprendizagem constante, sentar com humildade no banco da escola com a motivação de quem precisa aprender e de quem está disposto a crescer.
É preciso desenvolver conceitos de uma verdadeira Escola de Futebol e entender que mais importante do que ganhar ou perder é como ganhar e como perder!
Obrigado

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

DO EMPREENDEDORISMO "QUASE" AO FUTEBOL

Uma preocupação a respeito da nossa profissão.



É de conhecimento de todos que no mercado de trabalho e nas várias áreas de atuação, exige-se um perfil de profissional que seja compatível com o novo cenário de mudanças e turbulências econômicas, políticas e sociais. O profissional do futuro (e esse futuro já chegou) precisa saber se adaptar às várias situações, não se prender em conceitos rígidos e saber defender suas convicções com flexibilidade e cordialidade. Não é preciso (e nem deve) se desviar de princípios morais, religiosos de sua formação, mas é fundamental ser habilidoso para atingir o mais alto nível de atuação sem se "prostituir". A compreensão do bem comum, mais ecológico passa a ser uma prerrogativa do ambiente competitivo e um entendimento "neo-socialista" surge como um alicerce para quem necessita de estabilidade emocional para seguir seu caminho em sua área de atuação escolhida e assim podemos dizer que trabalho vai mais além do que conquistar degraus e alcançar cifras, aspirações estas que também não me faltam. Conhecer, se interessar e se preocupar com os problemas de cada setor profissional, bem como entender sua história de desenvolvimento e ter conhecimento e posicionamento político são comportamentos essenciais se quisermos contribuir para o crescimento de nossa área e, com ela, de toda sociedade.
Tenho observado tais condutas em empreendedores de vários seguimentos, profissionais liberais, funcionários diversos e estudantes.

Mas no que se refere ao futebol, não encontro discussões profundas sobre temas que realmente estão ávidos por estudos, por atitudes e por mudanças de comportamento de quem tem realmente possibilidade de fazê-lo mas uma renovação falsa camuflada pelas "caras novas" quem assume os cargos mais altos de gestão.
Uma pergunta inevitável vem à mente: Com o país mostrando sinais bem evidentes de crescimento econômico, social, vida praticamente plena de política democrática e melhoras no desempenho em vários setores, inclusive em outros seguimentos do esporte e educação, será que o futebol fará o caminho contrário?
Pensemos nos acadêmicos de Educação Física que se preparam pra engajar no meio futebolístico que geralmente se deparam com um mercado restrito de trabalho no chamado "país do futebol" (pra mim é ex) contraditório, não? Em conjunto a isto, a falta de encontros, fóruns, congresso e/ou qualquer evento onde possam ser discutidos, debatidos e divulgados para se construam informações que contribuam de maneira observável na rotina dos clubes do futebol brasileiro. E ainda, é bem observável, análises sem conhecimento de fatos por pessoas de dentro ou fora dos clubes, apenas pela ação de criticar por criticar. (ou seja, não existe formação ética no futebol brasileiro)

Aos leitores que chegaram até aqui tenho a dizer que existem pessoas que adoram esta ignorância e desprezam qualquer tipo comportamento crítico ou idealismo político que possa de qualquer forma "atrapalhar os negócios"(e estão errados, pois não atrapalham, só ajudam). O que é importante sabermos é que não somos terroristas e nem queremos sabotar o futebol brasileiro, não é de interesse deste autor derrubar ou desestruturar nenhuma instituição ou pessoa. Se quisermos andar junto com nosso país, é preciso estarmos vivendo a plena democracia e construirmos as mudanças de maneira sólida.
E é preciso avançar, caminhar em direção a estas mudanças e vencer este conservadorismo impregnado no futebol.
Obrigado.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

OS CAMINHOS QUE O BARCELONA REVELOU AO FUTEBOL BRASILEIRO

O que fazer e como fazer:

Ao nos depararmos com esta avalanche de críticas e comentários a respeito do fantástico Barcelona e da crise proclamada do futebol brasileiro, fico pensando a respeito das várias questões levantadas por atletas, comentáristas, jornalistas, treinadores, torcedores e todas as pessoas que de certa forma se envolvem no ambiente futebolítico, identificam os problemas mas também não sabem responder quais os caminhos a serem seguidos para que possamos reerguer a alto-estima esportiva do "antigo" país do futebol.
Alguns acreditam que o modelo de jogo do Barcelona é um exemplo a ser seguido, outros, assim como eu, visualizam uma reinvenção ou reestruturação da chamada informalmente de "Escola Brasileira de Futebol" e ainda existem os mais sonhadores que querem resgatar forma de jogar dos anos 60, 70 e 80, época inesquecível de nossa história futebolística.

Independente dos rumos a serem seguidos e já que o Barcelona, sendo o clube do momento e foco das discussões a respeito do melhor futebol do mundo, podemos sim afirmar que para quem realmente quer se desenvolver e se firmar no cenário esportivo, este clube nos revelou alguns caminhos a serem seguidos sem, no entanto, que precisemos copiar nenhum modelo de jogo.
Em primeiro lugar, é de conhecimento de todos a importância do investimento nas categorias base, mas além de cifras elevadas precisamos de aprimoramento em metodologia, pesquisas, orientação e foco no processo. Além disso, o resultados que mais interessam não estão nos campeonatos ou torneios conquistados e sim na quantidade de atletas em potencial e no nível de desempenho apresentado por cada atleta na iminência de subir ao grupo principal.
Ainda em relação ao processo de formação, a instituição que pretende otimizar seu setor de base precisa ter bem definida quais os conteúdos de treinamento por categoria e como devem ser conduzidos para favorecer ao modelo de jogo pretendido e ao amadurecimento do talento enquadrado no perfil de atleta que o clube procura.
Com relação ao "carro chefe" do futebol, ou seja, a equipe principal precisa ser conduzida de maneira a sequenciar o projeto de formação, estabelecendo este modelo de jogo e trabalho que norteará todo o futebol do clube e a partir daí extinguir o velho modo de tentativa às escuras que predomina hoje no futebol brasileiro.

Parecem coisas fáceis de se resolver, mas exigem reordenação de organograma, captação de profissionais qualificados para o trabalho, conhecimento científico e finalmente estabilidade e confiança no processo.
O conhecimento de todas as etapas da formação e as intervenções necessárias para cada uma delas só serão válidos se houver paciência e a competência de pessoas capacitadas para sua realização. Do contrário, não passaremos de medíocres.
Não existe outra forma de evoluirmos no futebol se não apostarmos nos atletas do futuro, bem como nos jovens profissionais que estão ávidos por colocar seu conhecimento e potencial em prática. Neste país, sofremos pela pouca valorização do conhecimento e da falta da gestão desse conhecimento que adquirimos ao longo dos anos. Eramos o país do futebol e o que era para melhorar piorou juntamente com o aumento do acesso às informações e à formação profissional,o que é muito contraditório.
Acredito ser possível retomarmos nosso desenvolvimento esportivo e para isto é necessário, também, maior atenção dos orgãos responsáveis por gerir o esporte no país com congressos, fóruns e simpósios para discussões profundas em nível nacional dos rumos a serem seguidos.

"Se alguém tem como objetivo profissional apenas conseguir este ou aquele cargo ou atingir determinado patamar profissional, ganhar seu dinheiro e pronto, é bom ter certeza que isto por si só é muito pouco e que não conquistou nada ainda do que poderia conseguir."

Para chegarmos onde precisamos, além de organizar todo aquele processo de formação e mudarmos a forma de pensar o futebol, é preciso também percepção de cenário político, social e econômico.
O significado do mérito catalão tem mais do que simplesmente altas cifras e treinamento certo, eles tem bem definidos conceitos, filosofia de vida e ideologia que são conscientemente defendidas mesmo que apenas implícitas no dia a dia do Barcelona.
Portanto, sequenciando o início, onde coloquei "O que fazer e como fazer", concluo com toda firmeza que é preciso fazer mudanças de verdade e incisivas no pensar futebol e mudar como propensos a nos abster de nossas verdades sem medo de nos diminuir mas com coragem de fazê-lo justamente para crescermos e properarmos como o futuro país do futebol.
Obrigado!!!