Uma das grandes dificuldades nos clubes brasileiros e hoje, o grande espaço a ser ocupado e investido no futebol é a observação técnica.
Mas o que observar? Como observar?
A obra "Observar para Ganhar - O Scouting como ferramente da treinador" nos dá algumas diretrizes interessantes.
A livro do professor Nuno Ventura mostra alguns caminhos e nos convida a pensar a respeito de como organizar e tornar funcional este processo que ainda não possui o seu devido espaço na grande maioria dos clubes brasileiros, tanto do ponto de vista de "observar em volta" como o monitorar a "prata da casa".
Definir bem o que se pretende com a observação já é um bom começo. Estabelecer um "norte",neste processo, é fundamental. No entanto, entender o real significado do Scouting é uma premissa que precisa ser bem entendida: De acordo com Ventura Scouting é o "ato ou efeito de observar; consideração atenta de um fato para conhecer melhor".
Assim, conhecer aquilo que se está observando, seus pormenores e definir as informação que são relevantes é claramente o ponto central desta tarefa. O clube, desta forma, precisa ter bem definido suas diretrizes desde o desempenho coletivo até aquilo que se espera de um jogador recém-formado em suas divisões de base. É preciso ser pontual, é preciso abolir as expressões vazias de informação pertinente apenas porquê determinado atleta fez algo de bom num determinado recorte de tempo.
Ventura também expõe em seu livro que "o Scouting parece dividir-se em 3 fases: Preparação (onde se define o que se quer observar; como e onde se vai observar; quem vai observar), Recolha da informação - observação- (reporta à observação propriamente dita), e, Análise da informação/planeamento (depois de recolhida a informação, é analisada e usada para planear o microciclo semanal e para analisar a performance dos jogadores)".
Estabelecer um roteiro, portanto, ajudar a evitar "achismos" e subjetividades exacerbadas, aproxima as idéias e entendimento do observador daquilo que se pretende realmente verificar, daquilo que o treinador e/ou clube querem saber. Expressões como "fulano joga muito", "aquele time é só chutão e correria" ou mesmo "não vi nada de diferente" não acrescentam em nada daquilo que precisamos saber a respeito de equipes ou jogadores. As informações precisam ser relevantes e de pronta utilização nos treinamentos. Ou seja, é preciso entender com funciona o processo de treino e como devem ser inseridas estas informações. Um fator bem definido por Vítor Frade segundo Pivetti (2012) deve ser mencionado: "A imprevisibilidade é condição indispensável a ter que enfrentar nos jogos que é resolvível tanto melhor quanto a maximização da redundância e a maximização da variabilidade, que são a expressão do objetivo sistemático a perseguir na melhoria da qualidade, o que resulta da exponenciação do princípio metodológico da progressão complexa." Ou seja, interfere no como serão fragmentados os princípios de forma propensa à aquisição de certos comportamentos em função do que se pretende, inserir as informações desde o início da preparação para próximo jogo.
Assim, identificar comportamentos específicos face à imprevisibilidade do jogo e, a partir disto, estabelecer um "plano de voo" em função deste comportamento observável e definido, bem como pontos estabelecidos para serem observados é o grande desafio desta área de atuação, principalmente quando falamos de futebol brasileiro.
Portanto, aos clubes, estudem e valorizem esta área em seu departamento de futebol, desenvolvam instrumentos específicos a realdade e circunstâncias vividas e, aos treinadores, tenham bem definidas as informações que são complementares aos modelo de jogo almejado e desenvolvido!
Referências bibliográficas
PIVETTI, Bruno - Periodização Tática: O futebol arte alicerçado em critérios - São Paulo - editora Phorte - 2012
VENTURA, Nuno - Observar para Ganhar - O Scouting como ferramenta do treinador - PRIME BOOKS - 2013
Portal para discussões a respeito de metodologias, sistemas e concepções de jogo. Além dos assuntos que interferem na inserção e evolução na carreira de profissionais do futebol. É uma rede de relacionamento para troca de experiência e troca de contatos.
terça-feira, 18 de março de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
OS "PAIS DA CRIANÇA". QUANTA SOBERBA! QUANTA ARROGÂNCIA!
Chegado o ano da Copa do Mundo no Brasil, momento em que seremos centro de atenções internacionais, tenho acompanhado já faz algum tempo, de forma descarada e vergonhosa, a quantidade de postagens, comentários e até reportagens de profissionais do futebol chamando a si mesmos como os "pais da criança" no que se refere à modernidade em metodologia de treinamento. Beira ao ridículo profissionais mais experientes falando que já faziam isto ou aquilo já há muitos anos, gente falando que treina com bola desde o primeiro dia pensando que isto é ser "Específico", quando na verdade é "específico" e desdenhando de quem chega atualmente no futebol com o que realmente vêm a ser a concepção sistêmica do treinamento.
Parece que dói o ego destas pessoas, pensar em assumir que o futebol precisa evoluir e abandonar o dualismo corpo e mente, dói quando pensam em assumir que o preparador físico tradicional e a preparação física não determinam mais a direção do treinamento por si mesma no que se refere à periodização e sim o jogar a que se pretende, ou seja, o componente tático como norte do processo. Para eles e inadmissível não ser mais os "todo poderosos", os "donos do treino". Chamam a si de protagonistas do desempenho e se esquecem que não trabalham sozinhos, se acham mais importantes do que o grupo multidisciplinar do qual fazem parte, se colocando em grau de importância equivalente ao do treinador, em alguns casos, lamentavelmente se consideram até mais a figura mais importante do elenco.
Com isso, ao invés de lançarem mão da humildade e assumirem pelo menos que podemos melhorar e que existe um caminho mais interessante em direção ao alto desempenho real a que exige o futebol, se escondem sob a alcunha de "Pentacampeões mundiais". Ou seja, o status é o mais importante, o "título" de proprietários de conhecimento ou a pose de "mestres" do assunto, como autoridades, é o que interessa! Custe o que custar!
Todos querem ser o "pai da criança", ninguém assume que passou pelo treino convencional, que amadureceu para uma forma mais integrada de trabalho (ainda não sistêmica) e que o próximo passo, o futuro, a tendência irreversível em termos de avanços metodológicos, a chamada Periodização Tática será a redenção em termos de conceitos de treinamento para o futebol brasileiro. Ainda se conseguirem assumir, vão se intitular os "entendedores do assunto", com se já o praticasse desde a época do Rubens Mineli, Telê Santana, Osvaldo Brandão ou Formiga. Se for para puxar a fila, eu o faço: Já utilizei de métodos puros com prioridade em meus treinos, assumo que no passado adorava Matveev, me encantava com os métodos intervalados de treino e como eu conseguia "acabar com a raça" de meus atletas com esses métodos extenuantes, sem sentido para o futebol e que hoje eu abomino. Bom já passei por isso, com todos os defeitos que posso ter, a soberba de achar que não preciso aprender ou a arrogância de pensar que sei tudo, estas, não fazem parte da lista.
Um aviso aos "pavões" de plantão, mais respeito com os novos profissionais que estão chegando, eles sim vão mudar este quadro. Como diria um professor na época da minha graduação: "Quem é bom não precisa ter medo do mercado de trabalho". A boleragem já era, os marqueteiros estão com os dias contados, é como diz aquela música "...tudo passa, tudo sempre passará..."
Aos poucos, uma geração de profissionais vai ocupar o devido espaço com méritos, formação e honestidade. Faltará apenas a modernização da gestão, aí sim poderemos falar que nosso futebol é o melhor.
Grande abraço
sábado, 28 de dezembro de 2013
FUTEBOL PROFISSIONAL - mensagem para 2014
Para onde estamos indo:
Já faz meses desde minha última postagem, faltou assunto? Não! Aliás são muitas as pessoas que postam a respeito das mesmas coisas, seria muito pretensioso de minha parte querer acrescentar alguma coisa com tanta gente esclarecida pra falar de metodologia, treinos, periodização tática, força bláblábláblá....
Este blog foi criado com o intuito de levantar questões relevantes, possibilitar um relacionamento com as pessoas que atuam no futebol e aprimorar o exercício da síntese de idéias. E desde então acredito ser este o post mais importante publicado neste blog.
Sem dúvida, o grupo "Periodização Tática no Brasil" (Facebook) atendeu minhas expectativas no que seria a adesão de um número significativos de membros "pensadores", aqueles que buscam questionar, discutir e se preocupam com a disseminação do pensamento crítico e sistêmico no que se refere à metodologia de treino no futebol. Claro, nada que se compare ao grande e extraordinário projeto dos competentes administradores da fantástica Universidade do Futebol, idealizada pelo professor João Paulo Medina. Isto sim podemos chamar de inovador, de discutir as questões mais importantes e de um real pensar as verdadeiras mudanças que precisamos para o nosso futebol. Afirmo, com toda certeza, que este é o grande veículo de informações embasadas a respeito de futebol na atualidade neste país, ou melhor, o único!
Mas quais as mudanças reais que projetamos para o nosso futebol, ou melhor, por onde elas começam? Sabemos que a gestão precisa melhorar, o treinamento de base precisa ser repensado, o perfil dos treinadores tem que mudar, os profissionais precisam se qualificar, os clubes precisam se estruturar...etc, etc, etc....
Qual então é a origem dos nosso problemas? Por onde começar?
Digo, ninguém gosta de por o "dedo na própria ferida". Que conhecimento e formação são importantes, isto ninguém discute, mas será que estamos olhando pra dentro e nos perguntando "que tipo de profissional eu sou?", ou então "o que eu espero ser profissionalmente?" e ainda "qual legado vou deixar para as próximas gerações?".
Pra quem pensa que a vida se resume a dinheiro (e eu também acho dinheiro importante), qualquer "bolada" que entrar na conta bancária, tudo bem, não interessa como e de onde ela vem. Pronto! Sua vida está feita! Se o futebol brasileiro está indo bem ou não, pouco importa para estas pessoas. Se você se encaixa neste perfil, boa SORTE! (entenderam o sorte em caixa alta, né?)
Para os "revolucionários" que querem tomar o poder das elites que comandam hoje o nosso futebol e proclamarem uma extensão da "revolução russa ou cubana" na CBF, federações ou clubes, ou seja, "caçar bruxas" até que não sobre nenhuma, boa SORTE também. Esses que vocês querem caçar, surgem e se espalham pelo "ar" (não é exclusividade do futebol, da mesma forma, não sou conivente com desonestidade). E a influência do grito de vocês nas redes sociais para se mudar algo e a da torcida que quer derrubar presidente de clube das arquibancadas é a mesma: Nada!
Como eu não tenho problemas em tomar partido (não faço parte dos chamados "vaselinas", apelido dado à pior espécie existente no futebol), acho que vou me encaixar melhor no "time 3" ou pelo menos vou me esforçar pra "passar no teste":
Então, existe ainda aqueles que realmente gostam de pensar e deixar um legado para as próximas gerações que trabalharão no futebol. Não são hipócritas, sabem que futebol é um negócio. Ao mesmo tempo não são reféns do dinheiro (mesmo valorizando-o), pois sabem que existem coisas mais importantes (ética, metas pessoais, sonhos, valores morais). Sabem que sua "estrada" pode ser mais longa e árdua. Entendem o significado das palavras processo e projeto, ou sejam, se entendem com parte, não jogam no EFC(Eu Futebol Clube). Não julgam as pessoas, apenas as opiniões e não se omitem em expôr opiniões pois não precisam agredir ninguém para tal. Sabem que não sabem tudo (isto sim é fundamental, é engraçado quando vejo alguém falar que fulano sabe tudo) e por isto não têm medo de dizer:"eu não sei, vamos descobrir com quem sabe".
Desta forma, fica entendido que o grande desafio para 2014 é mudar a própria prática profissional, ações, pensamentos, paradigmas e condutas antes de apontar os erros de "todo o mundo".
Então fica aí minha mensagem para os colegas:
MUDEM PRIMEIRO A SI MESMOS ANTES DE ARRUINAREM A SAÚDE E PERDEREM O TEMPO TENTANDO MUDAR OS OUTROS. SE CONSEGUIREM ISTO, O MUNDO EM VOLTA DE VOCÊS VAI, COM CERTEZA, MELHORAR.
"Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito." Marcos 11:23
Já faz meses desde minha última postagem, faltou assunto? Não! Aliás são muitas as pessoas que postam a respeito das mesmas coisas, seria muito pretensioso de minha parte querer acrescentar alguma coisa com tanta gente esclarecida pra falar de metodologia, treinos, periodização tática, força bláblábláblá....
Este blog foi criado com o intuito de levantar questões relevantes, possibilitar um relacionamento com as pessoas que atuam no futebol e aprimorar o exercício da síntese de idéias. E desde então acredito ser este o post mais importante publicado neste blog.
Sem dúvida, o grupo "Periodização Tática no Brasil" (Facebook) atendeu minhas expectativas no que seria a adesão de um número significativos de membros "pensadores", aqueles que buscam questionar, discutir e se preocupam com a disseminação do pensamento crítico e sistêmico no que se refere à metodologia de treino no futebol. Claro, nada que se compare ao grande e extraordinário projeto dos competentes administradores da fantástica Universidade do Futebol, idealizada pelo professor João Paulo Medina. Isto sim podemos chamar de inovador, de discutir as questões mais importantes e de um real pensar as verdadeiras mudanças que precisamos para o nosso futebol. Afirmo, com toda certeza, que este é o grande veículo de informações embasadas a respeito de futebol na atualidade neste país, ou melhor, o único!
Mas quais as mudanças reais que projetamos para o nosso futebol, ou melhor, por onde elas começam? Sabemos que a gestão precisa melhorar, o treinamento de base precisa ser repensado, o perfil dos treinadores tem que mudar, os profissionais precisam se qualificar, os clubes precisam se estruturar...etc, etc, etc....
Qual então é a origem dos nosso problemas? Por onde começar?
Digo, ninguém gosta de por o "dedo na própria ferida". Que conhecimento e formação são importantes, isto ninguém discute, mas será que estamos olhando pra dentro e nos perguntando "que tipo de profissional eu sou?", ou então "o que eu espero ser profissionalmente?" e ainda "qual legado vou deixar para as próximas gerações?".
Pra quem pensa que a vida se resume a dinheiro (e eu também acho dinheiro importante), qualquer "bolada" que entrar na conta bancária, tudo bem, não interessa como e de onde ela vem. Pronto! Sua vida está feita! Se o futebol brasileiro está indo bem ou não, pouco importa para estas pessoas. Se você se encaixa neste perfil, boa SORTE! (entenderam o sorte em caixa alta, né?)
Para os "revolucionários" que querem tomar o poder das elites que comandam hoje o nosso futebol e proclamarem uma extensão da "revolução russa ou cubana" na CBF, federações ou clubes, ou seja, "caçar bruxas" até que não sobre nenhuma, boa SORTE também. Esses que vocês querem caçar, surgem e se espalham pelo "ar" (não é exclusividade do futebol, da mesma forma, não sou conivente com desonestidade). E a influência do grito de vocês nas redes sociais para se mudar algo e a da torcida que quer derrubar presidente de clube das arquibancadas é a mesma: Nada!
Como eu não tenho problemas em tomar partido (não faço parte dos chamados "vaselinas", apelido dado à pior espécie existente no futebol), acho que vou me encaixar melhor no "time 3" ou pelo menos vou me esforçar pra "passar no teste":
Então, existe ainda aqueles que realmente gostam de pensar e deixar um legado para as próximas gerações que trabalharão no futebol. Não são hipócritas, sabem que futebol é um negócio. Ao mesmo tempo não são reféns do dinheiro (mesmo valorizando-o), pois sabem que existem coisas mais importantes (ética, metas pessoais, sonhos, valores morais). Sabem que sua "estrada" pode ser mais longa e árdua. Entendem o significado das palavras processo e projeto, ou sejam, se entendem com parte, não jogam no EFC(Eu Futebol Clube). Não julgam as pessoas, apenas as opiniões e não se omitem em expôr opiniões pois não precisam agredir ninguém para tal. Sabem que não sabem tudo (isto sim é fundamental, é engraçado quando vejo alguém falar que fulano sabe tudo) e por isto não têm medo de dizer:"eu não sei, vamos descobrir com quem sabe".
Desta forma, fica entendido que o grande desafio para 2014 é mudar a própria prática profissional, ações, pensamentos, paradigmas e condutas antes de apontar os erros de "todo o mundo".
Então fica aí minha mensagem para os colegas:
MUDEM PRIMEIRO A SI MESMOS ANTES DE ARRUINAREM A SAÚDE E PERDEREM O TEMPO TENTANDO MUDAR OS OUTROS. SE CONSEGUIREM ISTO, O MUNDO EM VOLTA DE VOCÊS VAI, COM CERTEZA, MELHORAR.
"Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito." Marcos 11:23
sábado, 11 de maio de 2013
O GRANDE "PAPO FURADO" DO FUTEBOL: "EU REVELEI!"
Historicamente no futebol, pelos grandes veículos de comunicação, pelas rodas de colegas de trabalho nos clubes e eventos esportivos, quando o assunto é a respeito de revelações no futebol, o teor da conversa é sempre o mesmo: Quem revelou quem? Ouve-se que Telê revelou fulano e beltrano, que Cilinho revelou, que Wanderley Luxemburgo, Cuca, Ney Franco, Felipão e outros revelaram. Comentaristas e torcedores gostam de acreditar nisso pois assim a conversa fica mais fácil, não precisam entrar naquilo que é complexo e foge de seu entendimento. É assim e pronto!
Na verdade aquela velha máxima é verdadeira: "Ninguém é pai de filho feio!"
E a versão que UM treinador é responsável pelo sucesso de algum jogador é a maior mentira (e injustiça) que ouvimos a todo momento no ambiente futebolístico, aliás, agora alguns empresários também tomam pra si esta responsabilidade. Amigos, entendam de uma vez por todas, jogador de futebol é produto do processo de formação do CLUBE, juntamente com seu histórico pessoal de família, ambiente em que cresceu, seu perfil, pois o próprio atleta ainda é o maior responsável por sua carreira. As categorias de base tem seu papel determinante de captar e preparar o jovem jogador até sua passagem aos profissionais que cumprem outra etapa deste processo que é de ambienta-lo ao meio de maior pressão competitiva e inseri-lo no contexto profissional.
É muita arrogância bater no peito e falar que revelou A, B ou C, felizmente já ouvi de grandes profissionais, como Paulo Autuori, reconhecerem o jogador como produto de formação do clube, ou seja, não podemos generalizar, a prepotência não contagiou todos, apenas uma parcela.
Importante mencionar que não significa que determinado treinador não tenha tido especial importância para alguns jogadores e que a convivência com este profissional não tenha sido significativa. É muito comum as pessoas possuírem em sua história de vida alguém que tenha exercido influência especial. Mas talento é talento e me desculpem os colegas que só acreditam nos taís conteúdos técnicos e táticos...e vale lembrar que não falei que não são importantes, mas como não há maturidade para discussão, parece que se falamos uma "coisa' somos contra a "outra coisa" achei importante deixar isto bem claro. Mas isso é assunto pra outro post! Bom o recado de hoje foi este.
Um grande abraço a todos!
Na verdade aquela velha máxima é verdadeira: "Ninguém é pai de filho feio!"
E a versão que UM treinador é responsável pelo sucesso de algum jogador é a maior mentira (e injustiça) que ouvimos a todo momento no ambiente futebolístico, aliás, agora alguns empresários também tomam pra si esta responsabilidade. Amigos, entendam de uma vez por todas, jogador de futebol é produto do processo de formação do CLUBE, juntamente com seu histórico pessoal de família, ambiente em que cresceu, seu perfil, pois o próprio atleta ainda é o maior responsável por sua carreira. As categorias de base tem seu papel determinante de captar e preparar o jovem jogador até sua passagem aos profissionais que cumprem outra etapa deste processo que é de ambienta-lo ao meio de maior pressão competitiva e inseri-lo no contexto profissional.
É muita arrogância bater no peito e falar que revelou A, B ou C, felizmente já ouvi de grandes profissionais, como Paulo Autuori, reconhecerem o jogador como produto de formação do clube, ou seja, não podemos generalizar, a prepotência não contagiou todos, apenas uma parcela.
Importante mencionar que não significa que determinado treinador não tenha tido especial importância para alguns jogadores e que a convivência com este profissional não tenha sido significativa. É muito comum as pessoas possuírem em sua história de vida alguém que tenha exercido influência especial. Mas talento é talento e me desculpem os colegas que só acreditam nos taís conteúdos técnicos e táticos...e vale lembrar que não falei que não são importantes, mas como não há maturidade para discussão, parece que se falamos uma "coisa' somos contra a "outra coisa" achei importante deixar isto bem claro. Mas isso é assunto pra outro post! Bom o recado de hoje foi este.
Um grande abraço a todos!
sábado, 27 de abril de 2013
Formação, Futebol Brasileiro e Futuro - Os 3 "Fs" em pauta no cenário midiático esportivo nacional
Verdade nua e crua:

Vamos falar agora dos assuntos do momento no futebol e vamos começar pelo processo de formação.. Conversando com colegas de profissão, seja em meu clube ou pelas redes sociais, me deparei com um tema muito interessante e que para mim já está mais do que "batido": FormaçãoXResultado, esta discussão nada mais é do que uma baita falta de comunicação e de entendimento, ganhar a qualquer custo, com estratégias super defensivas e anti-jogo não é a melhor forma de se trabalhar com nossos jovens e nem podemos esperar que sejam preparados atletas de alto nível desta forma. No entanto, esse "papo" de que ganhar ou perder seja irrelevante, tanto faz, não importa...ou coisas do tipo é um absurdo e uma falha grosseira no trato com o processo de formação. Como na vida as coisas na grande maioria das vezes não é nem branca nem preta, é cinza, é preciso que as pessoas entendam que o COMO formar é mais importante do que simplesmente formar. Alás formar pra quê, me respondam essa pergunta! E, COMO ganhar é mais importante do que simplesmente ganhar. O só ganhar como parâmetro pode mascarar muita coisa e nos enganar em relação aos nossos atletas. Aliado a isto, o futebol não é só ataque e nem só defesa, existem quatro momentos neste jogo (ataque, defesa, transição defesa-ataque e transição ataque-defesa), portanto, por mais que desejemos ou sonhemos, não voltaremos mais ao passado glorioso. Chega de nostalgia, história é bom, mas saudosismo já é doença. Nossa técnica, destreza e criatividade, características do jogador brasileiro e que faz com que tenhamos o melhor drible do mundo, só serão de novo nossa "marca registrada" se nosso processo de formação se aprimorar em todos os aspectos, dentre eles o foco no processo e a aposta em conteúdos técnico-táticos por categoria. Desta forma, podemos chegar ao segundo "F", já afirmando que o futebol brasileiro no presente momento virou chacota mundial, nossos "craques", jovens promessas exaltados pela imprensa e empresários não conseguem jogar contra defesas organizadas, ou defender com a linha de 4 avançada, enfim, cadê a formação do atleta brasileiro? Por isso podemos nos adiantar em relação ao terceiro"F": e o futuro? Vamos continuar caindo no ranking da FIFA e, que me desculpe os cegos patriotas, caindo com toda propriedade? Ou vamos nos mobilizar e buscar uma melhor solução para o futebol brasileiro? A gente assiste o jogo da seleção, aponta erros, descobre defeitos, culpa e responsabilizamos a todos. Mas será que estamos fazendo o que é melhor para o nosso esporte, falo de todos, falo de mim. A coisa é mais grave do que imaginamos, pois no momento em que escrevia este texto, assitia ao UFC 159 com toda satisfação possível e achando o melhor esporte do mundo, recheado de brasileiros talentosos, hoje, o esporte que mais cresce no "país do futebol". Confesso que adoro lutas, mas como eu gostaria de estar participando de um outro momento de nosso futebol, perto do Copa no Brasil. Hoje são muitos talentos...mas fora do campo, jovens,promissores e talentosos técnicos, preparadores físicos e gestores entre outros profissionais, mas que ainda não conseguiram mudar este cenário. Será ainda um processo de transição? Ou as mudanças urbanas evidentes com o fim do futebol de rua ou de várzea secaram nossas fontes e a gente sobrevivia disso mesmo? Felizmente não sou daqueles que só pensa em entrar pra "família", encher o bolso e esta tudo ok! Sucesso sim, conquistas sim, mas como sujeito do processo, nunca objeto.
Grande abraço aos amigos do futebol e obrigado pela atenção!
Grande abraço aos amigos do futebol e obrigado pela atenção!
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
PROFISSIONAIS DO FUTEBOL SE ESQUECEM DO MAIS IMPORTANTE
Onde buscar os conteúdos que realmente vão nos ajudar no crescimento profissional
Se formos quantificar os cursos, os livros e artigos científicos disponíveis para apreciação e aprimoramento do processo de preparação de atletas de futebol, encontraremos vários e vários volumes das diversas áreas de conhecimento relevantes no esporte. Fisiologia, psicologia, biomecânica, aprendizagem motora, estatística, treinamento tático, periodização tática, treino de força, resistência, velocidade, prevenção de lesões, administração, gestão, marketing, direito e vários outros temas que nos fazem repensar aquilo que fazemos no dia a dia e sem dúvida alguma são muito importantes na nossa vida profissional.
Pois bem, com toda informação já disponível e ainda a ser descoberta, faço aqui, sem medo das críticas e com toda convicção do mundo que isso tudo não passa de um belo biquíni, daqueles curtinhos é claro. "Mostram muita coisa, mas escondem o essencial."
Existem aprendizados que não passam pelo banco da escola, que não são produzidos no laboratório e que não são publicados em periódicos.
Talvez os mais importantes, aqueles que diferenciam as pessoas atingem a plenitude do sucesso profissional das outras, que passam a vida como "cachorros correndo atrás do próprio rabo". E não estou falando de dinheiro ou fama, pois pra quem não sabe, sucesso também é um estado mental e felicidade é uma questão de opção.
Estou falando daquilo que ronda constantemente nosso ambiente de trabalho, toma 90% do nosso tempo, inclusive quando vamos pra casa. Quantas doenças por stress surgem a partir disto!!!
De acordo com Daniel Goleman, "o fracasso e a vitória não são determinados por algum tipo de loteria genética: muitos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis e podem ser trabalhados; portanto, temperamento não é destino." Referente a isto, existem motivos maiores que a nossa própria carreira que nos fazem escolher os caminhos de nossa profissão e esses motivos são normalmente esquecidos pelas pessoas, o que torna muitas vezes inútil a busca voraz por títulos acadêmicos e conhecimentos científicos.
Muitas das vezes aquela leitura mais "despretensiosa" é a que mais vai nos ajudar pensar nossas atitudes enquanto profissionais, muitas vezes uma simples conversa informal com os colegas mais experientes é que vai nos dar a luz que precisamos nos assuntos mais complicados em âmbito profissional. Política, atualidades, arte, filosofia e várias outras fontes, são onde podemos encontrar crescimento e abrir nosso leque de possibilidades, abrir nossas mentes para outros caminhos, paradigmas que vão nos colocar nos trilhos de nossa história. Falando em história, "Uma breve história do mundo" de Geoffrey Blainey, é uma excelente pedida pra quem quer entender a sociedade atual e compreender muitas coisas que desencadearam o que chamamos o hoje de mundo moderno. Não fará seu time fazer gols, assim como a coletânea de crônicas do Tostão intitulada "A perfeição não existe", que apesar de se referir a futebol, não nos ajudará no treino de segunda-feira. No entanto, a serenidade proporcionada por conteúdos assim, nos darão um maior dimensão do processo em que estamos inseridos. Nos ajudarão a viver um dia de cada vez, mas com toda intensidade!!!
Aliás um dos ensinamentos que obtive nos tempos de serviço militar no Tiro de Guerra em Viçosa-MG numa citação do então Subtenente Freitas: "o segredo da vida e vive-la intensamente.
Tenho certeza que cada um tem sua(s) fonte(s) de apoio e de inspiração, como um refúgio onde recarregamos nossas baterias para a maratona de nossas carreiras
Por quê não estar atento à miséria e fome mundial, aos problemas políticos de nosso país ou desmatamento de nossas florestas, se o verdadeiro legado que deixaremos será nosso exemplo de vida e não o troféu de campeão que também faz parte do processo, mas como consequência de nossos esforços e não o caminho em si.
O importante aqui é poder externar aos colegas de trabalho e amigos do futebol que podemos aproveitar mais nossas carreiras e viver e trabalhar com maior discernimento dos problemas reais que também são passageiros e encontrar a alegria no trabalho nas coisas mais simples, na boa convivência, no profissionalismo e na valorização do ser humano. É neste ponto que profissionais de real importância e expressão fazem a diferença, com sua cultura geral, com sua capacidade de lidar com pessoas de diferentes culturas, crenças e temperamentos. Se preocupam com o processo, com os caminhos a serem seguidos e tenham certeza: é o perfil do novo profissional de qualquer área!
Muito obrigado e excelente 2013 a todos!
Se formos quantificar os cursos, os livros e artigos científicos disponíveis para apreciação e aprimoramento do processo de preparação de atletas de futebol, encontraremos vários e vários volumes das diversas áreas de conhecimento relevantes no esporte. Fisiologia, psicologia, biomecânica, aprendizagem motora, estatística, treinamento tático, periodização tática, treino de força, resistência, velocidade, prevenção de lesões, administração, gestão, marketing, direito e vários outros temas que nos fazem repensar aquilo que fazemos no dia a dia e sem dúvida alguma são muito importantes na nossa vida profissional.
Pois bem, com toda informação já disponível e ainda a ser descoberta, faço aqui, sem medo das críticas e com toda convicção do mundo que isso tudo não passa de um belo biquíni, daqueles curtinhos é claro. "Mostram muita coisa, mas escondem o essencial."
Existem aprendizados que não passam pelo banco da escola, que não são produzidos no laboratório e que não são publicados em periódicos.
Talvez os mais importantes, aqueles que diferenciam as pessoas atingem a plenitude do sucesso profissional das outras, que passam a vida como "cachorros correndo atrás do próprio rabo". E não estou falando de dinheiro ou fama, pois pra quem não sabe, sucesso também é um estado mental e felicidade é uma questão de opção.
Estou falando daquilo que ronda constantemente nosso ambiente de trabalho, toma 90% do nosso tempo, inclusive quando vamos pra casa. Quantas doenças por stress surgem a partir disto!!!
De acordo com Daniel Goleman, "o fracasso e a vitória não são determinados por algum tipo de loteria genética: muitos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis e podem ser trabalhados; portanto, temperamento não é destino." Referente a isto, existem motivos maiores que a nossa própria carreira que nos fazem escolher os caminhos de nossa profissão e esses motivos são normalmente esquecidos pelas pessoas, o que torna muitas vezes inútil a busca voraz por títulos acadêmicos e conhecimentos científicos.
Muitas das vezes aquela leitura mais "despretensiosa" é a que mais vai nos ajudar pensar nossas atitudes enquanto profissionais, muitas vezes uma simples conversa informal com os colegas mais experientes é que vai nos dar a luz que precisamos nos assuntos mais complicados em âmbito profissional. Política, atualidades, arte, filosofia e várias outras fontes, são onde podemos encontrar crescimento e abrir nosso leque de possibilidades, abrir nossas mentes para outros caminhos, paradigmas que vão nos colocar nos trilhos de nossa história. Falando em história, "Uma breve história do mundo" de Geoffrey Blainey, é uma excelente pedida pra quem quer entender a sociedade atual e compreender muitas coisas que desencadearam o que chamamos o hoje de mundo moderno. Não fará seu time fazer gols, assim como a coletânea de crônicas do Tostão intitulada "A perfeição não existe", que apesar de se referir a futebol, não nos ajudará no treino de segunda-feira. No entanto, a serenidade proporcionada por conteúdos assim, nos darão um maior dimensão do processo em que estamos inseridos. Nos ajudarão a viver um dia de cada vez, mas com toda intensidade!!!
Aliás um dos ensinamentos que obtive nos tempos de serviço militar no Tiro de Guerra em Viçosa-MG numa citação do então Subtenente Freitas: "o segredo da vida e vive-la intensamente.
Tenho certeza que cada um tem sua(s) fonte(s) de apoio e de inspiração, como um refúgio onde recarregamos nossas baterias para a maratona de nossas carreiras
Por quê não estar atento à miséria e fome mundial, aos problemas políticos de nosso país ou desmatamento de nossas florestas, se o verdadeiro legado que deixaremos será nosso exemplo de vida e não o troféu de campeão que também faz parte do processo, mas como consequência de nossos esforços e não o caminho em si.
O importante aqui é poder externar aos colegas de trabalho e amigos do futebol que podemos aproveitar mais nossas carreiras e viver e trabalhar com maior discernimento dos problemas reais que também são passageiros e encontrar a alegria no trabalho nas coisas mais simples, na boa convivência, no profissionalismo e na valorização do ser humano. É neste ponto que profissionais de real importância e expressão fazem a diferença, com sua cultura geral, com sua capacidade de lidar com pessoas de diferentes culturas, crenças e temperamentos. Se preocupam com o processo, com os caminhos a serem seguidos e tenham certeza: é o perfil do novo profissional de qualquer área!
Muito obrigado e excelente 2013 a todos!
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
PORQUÊ A PERIODIZAÇÃO TÁTICA AINDA NÃO SE CONSOLIDOU NO "PAÍS DO FUTEBOL"
Creio que, para abordarmos os caminhos da Periodização Tática no Brasil, precisamos compreender como aprendemos a pensar, desde o início da fase escolar, passando pelos cursos de pós graduação até pelo ambiente do meio futebolístico.
Aprendemos desde cedo a análisar tudo para explicar cada fenômeno, bem como dissecar o ser humano em partes isolada para colocar os "pedacinhos" num mesmo saco e tentar produzir conhecimento. Paralelamente a isto, o futebol, com todo seu conservadorismo e prepotência pentacampeã, se nega a aceitar novos paradigmas e se mantém ao economicamente interessante ou politicamente seguro.
Na ânsia de parecerem modernos, muitos profissionais se defendem ao dizer que é possível trabalhar a Periodização Tática e a Tradicional juntas apenas por usarem bola nos treinos físicos ou pequenos jogos. É importante ressaltar que existem os dois caminhos para desenvolver performance de equipes de futebol. O que acontece na prática é:
Não dá pra andar pelas duas ao mesmo tempo, Quem mora em MG chega a SP pela Fernão Dias, quem mora no RJ chega lá pela Dutra. Não é possível usar as duas estradas ao mesmo tempo. Por isso é importante entender o Cartesianismo e o teoria sistêmica e/ou Holísmo.
Descartes tinha visão analítica do universo, ou seja, o universo era composto de partes articuladas, como um relógio. Assim, o método cartesiano consiste em dividir o todo em partes e estudá-las separadamente.
A primeira regra é a evidencia: jamais aceitar uma coisa como verdadeira que eu não soubesse ser evidentemente como tal.
A segunda, a regra da análise: dividir cada uma das dificuldades que eu examinasse em tantas partes quantas possíveis e quantas necessárias para melhor resolvê-las;
A terceira, a regra da síntese: conduzir por ordem meus pensamentos, a começar pelos objetos mais simples e mais fáceis de serem conhecidos, para galgar pouco a pouco, como que por graus, até o conhecimento dos mais complexos,.
E finalmente a quarta: fazer em toda parte enumerações tão complexas e revisões tão gerais que eu tivesse certeza de nada ter omitido”.
No dicionário de filosofia Abbagnano (1995) o Reducionismo é apresentado e definido como algo que foi reduzido, transformado, modificado, manipulado, em nome da ciência. Em modo geral na filosofia, o reducionismo é o nome dado a teorias correlatas que afirmam, grosso modo, que objetos, fenômenos, teorias e significados complexos pode ser sempre reduzidos, a fim de explicá-los, a suas partes constituintes mais simples. Outros termos também são utilizados para expressar a ideia de especialidade, como o mecanicismo e atomismo. Assim a ênfase nas partes tem sido chamada de mecanicista, reducionista ou atomística. O reducionismo nada mais é que a redução de algo, ou seja, a transformação, a modificação, a manipulação de algo, afim de buscar a verdade ou a falsidade.
Ou seja, pela preparação tradicional, baseada pelo fisicismo ou tecnicismo, o treino físico melhora as capacidades físicas exigidas num jogo de futebol, o treino técnico analítico melhora isoladamente os fundamentos técnicos e o treino tático aprimora o sistema de jogo, a tomada de decisão dos jogadores etc. Mesmo quando falam em físico-técnico ou físico-tático, em que sugerem estar treinando tudo ao mesmo tempo, os adeptos acabam "dissecando" os treinos em variáveis e justificando o jogo como meio de melhorar determinada capacidade.
A palavra sistema denota um conjunto de elementos interdependentes e interagentes ou um grupo de unidades combinadas que formam um todo organizado. Sistema é um conjunto de coisas ou combinações de coisas ou partes, formando um todo complexo ou unitário. (Chiavenato, 2000, p. 545)
O Sistema é um conjunto de partes interagentes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função (Oliveira, 2002, p. 35).
O holismo significa que o homem é um ser indivisível, que não pode ser entendido através de uma análise separada de suas diferentes partes.
Com a globalização (integração do mundo; povos e cultura) compartilhamos não somente as oportunidades que ela oferece mas também os problemas. E para sua compreensão exige a aplicação da teoria sistêmica. Na busca de uma sabedoria sistêmica, que bem podemos interpretar como sendo a busca de uma visão holística. A visão holística pode ser considerada a forma de perceber a realidade e a abordagem sistêmica, o primeiro nível de operacionalização desta visão.
O enfoque sistêmico exige dos indivíduos uma nova forma de pensar; de que o conjunto não é mera soma de todas as partes, mas as partes compõem o todo, e é o todo que determina o comportamento das partes. Uma nova visão de mundo, que lhes permitirá perceber com todos os sentidos a unicidade de si mesmo e de tudo que os cerca.
O jogo pela visão sistêmcia é o principal motivo do treinamento e não é passível de ser reduzido em parte isoladas descontextualizadas, mas sim sob um específico ponto de vista fractal, ou seja, partes do JOGO. Pela PT, saltar mais, correr mais e mais rápido ou mesmo simplesmente executar um passe longo de forma repetitiva no pé do companheiro no outro lado do campo não têm nada a ver com o que se pretende no jogo de futebol. Pela PT pretendemos o aprimoramento do modelo de jogo, pelo jogo, em sua totalidade, em seus momentos e pela específicidade das tarefas desempenhadas qua vão exigir naturalmente de cada variável sem necessariamente ter que se pensar nelas em separado. Pela PT não há jogadores bem ou mal fisicamente, mas sim adaptados ou não com o jogo ou forma de jogar.
Fica evidente a diferença, fica evidente a necessidade de números, testes, variáveis e quantas informações forem necessárias pelo pensamento cartesiano predominante e pelo conservadorismo do nosso futebol.
São formas diferentes de pensar, não estou falando em certo ou errado, mas sim de concepção, percepção dos fenômenos, do jogo.
E neste momento, o que aparece como aspecto mais importante pra mim, é a maturidade para embates e discussões e compreender o ponto de vista divergente. Aliado a isto, a ética para se comportar no mercado de trabalho, pois desta forma o esporte só tem a crescer.
Aprendemos desde cedo a análisar tudo para explicar cada fenômeno, bem como dissecar o ser humano em partes isolada para colocar os "pedacinhos" num mesmo saco e tentar produzir conhecimento. Paralelamente a isto, o futebol, com todo seu conservadorismo e prepotência pentacampeã, se nega a aceitar novos paradigmas e se mantém ao economicamente interessante ou politicamente seguro.
Na ânsia de parecerem modernos, muitos profissionais se defendem ao dizer que é possível trabalhar a Periodização Tática e a Tradicional juntas apenas por usarem bola nos treinos físicos ou pequenos jogos. É importante ressaltar que existem os dois caminhos para desenvolver performance de equipes de futebol. O que acontece na prática é:
Não dá pra andar pelas duas ao mesmo tempo, Quem mora em MG chega a SP pela Fernão Dias, quem mora no RJ chega lá pela Dutra. Não é possível usar as duas estradas ao mesmo tempo. Por isso é importante entender o Cartesianismo e o teoria sistêmica e/ou Holísmo.
Descartes tinha visão analítica do universo, ou seja, o universo era composto de partes articuladas, como um relógio. Assim, o método cartesiano consiste em dividir o todo em partes e estudá-las separadamente.
A primeira regra é a evidencia: jamais aceitar uma coisa como verdadeira que eu não soubesse ser evidentemente como tal.
A segunda, a regra da análise: dividir cada uma das dificuldades que eu examinasse em tantas partes quantas possíveis e quantas necessárias para melhor resolvê-las;
A terceira, a regra da síntese: conduzir por ordem meus pensamentos, a começar pelos objetos mais simples e mais fáceis de serem conhecidos, para galgar pouco a pouco, como que por graus, até o conhecimento dos mais complexos,.
E finalmente a quarta: fazer em toda parte enumerações tão complexas e revisões tão gerais que eu tivesse certeza de nada ter omitido”.
No dicionário de filosofia Abbagnano (1995) o Reducionismo é apresentado e definido como algo que foi reduzido, transformado, modificado, manipulado, em nome da ciência. Em modo geral na filosofia, o reducionismo é o nome dado a teorias correlatas que afirmam, grosso modo, que objetos, fenômenos, teorias e significados complexos pode ser sempre reduzidos, a fim de explicá-los, a suas partes constituintes mais simples. Outros termos também são utilizados para expressar a ideia de especialidade, como o mecanicismo e atomismo. Assim a ênfase nas partes tem sido chamada de mecanicista, reducionista ou atomística. O reducionismo nada mais é que a redução de algo, ou seja, a transformação, a modificação, a manipulação de algo, afim de buscar a verdade ou a falsidade.
Ou seja, pela preparação tradicional, baseada pelo fisicismo ou tecnicismo, o treino físico melhora as capacidades físicas exigidas num jogo de futebol, o treino técnico analítico melhora isoladamente os fundamentos técnicos e o treino tático aprimora o sistema de jogo, a tomada de decisão dos jogadores etc. Mesmo quando falam em físico-técnico ou físico-tático, em que sugerem estar treinando tudo ao mesmo tempo, os adeptos acabam "dissecando" os treinos em variáveis e justificando o jogo como meio de melhorar determinada capacidade.
A palavra sistema denota um conjunto de elementos interdependentes e interagentes ou um grupo de unidades combinadas que formam um todo organizado. Sistema é um conjunto de coisas ou combinações de coisas ou partes, formando um todo complexo ou unitário. (Chiavenato, 2000, p. 545)
O Sistema é um conjunto de partes interagentes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função (Oliveira, 2002, p. 35).
O holismo significa que o homem é um ser indivisível, que não pode ser entendido através de uma análise separada de suas diferentes partes.
Com a globalização (integração do mundo; povos e cultura) compartilhamos não somente as oportunidades que ela oferece mas também os problemas. E para sua compreensão exige a aplicação da teoria sistêmica. Na busca de uma sabedoria sistêmica, que bem podemos interpretar como sendo a busca de uma visão holística. A visão holística pode ser considerada a forma de perceber a realidade e a abordagem sistêmica, o primeiro nível de operacionalização desta visão.
O enfoque sistêmico exige dos indivíduos uma nova forma de pensar; de que o conjunto não é mera soma de todas as partes, mas as partes compõem o todo, e é o todo que determina o comportamento das partes. Uma nova visão de mundo, que lhes permitirá perceber com todos os sentidos a unicidade de si mesmo e de tudo que os cerca.
O jogo pela visão sistêmcia é o principal motivo do treinamento e não é passível de ser reduzido em parte isoladas descontextualizadas, mas sim sob um específico ponto de vista fractal, ou seja, partes do JOGO. Pela PT, saltar mais, correr mais e mais rápido ou mesmo simplesmente executar um passe longo de forma repetitiva no pé do companheiro no outro lado do campo não têm nada a ver com o que se pretende no jogo de futebol. Pela PT pretendemos o aprimoramento do modelo de jogo, pelo jogo, em sua totalidade, em seus momentos e pela específicidade das tarefas desempenhadas qua vão exigir naturalmente de cada variável sem necessariamente ter que se pensar nelas em separado. Pela PT não há jogadores bem ou mal fisicamente, mas sim adaptados ou não com o jogo ou forma de jogar.
Fica evidente a diferença, fica evidente a necessidade de números, testes, variáveis e quantas informações forem necessárias pelo pensamento cartesiano predominante e pelo conservadorismo do nosso futebol.
São formas diferentes de pensar, não estou falando em certo ou errado, mas sim de concepção, percepção dos fenômenos, do jogo.
E neste momento, o que aparece como aspecto mais importante pra mim, é a maturidade para embates e discussões e compreender o ponto de vista divergente. Aliado a isto, a ética para se comportar no mercado de trabalho, pois desta forma o esporte só tem a crescer.
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