Portal para discussões a respeito de metodologias, sistemas e concepções de jogo. Além dos assuntos que interferem na inserção e evolução na carreira de profissionais do futebol. É uma rede de relacionamento para troca de experiência e troca de contatos.
domingo, 8 de agosto de 2010
FATORES QUE INTERFEREM NO DESEMPENHO DE UMA EQUIPE DE FUTEBOL
Se fossemos buscar explicações sobre o que faz uma equipe jogar bem ou mal, seja com jogadores de mais ou menos talento, seria preciso observar vários aspectos.
Um elenco talentoso e com jogadores experientes pode fazer a diferença, mas não esqueçam:PODE
Muitas vezes observamos equipes com jogadores de nível mediano obter algum sucesso e o segredo, neste sentido, é organização e aplicação tática. Há quem diga que não existem maus jogadores e sim aqueles que não se encaixam num determinado modelo de jogo, ou, como diria José Mourinho: "Não preciso dos melhores jogadores e sim dos certos".Isto explica porquê o lateral André Santos, que não deu certo no Atlético-MG e Flamengo, se projetar no Figuerense, Corinthians e assim chegar na Seleção brasileira antes de ir pra Europa.
Assim elenco não pode ser um fator isolado ao analisar performance.
Estrutura de trabalho realmente não ganha jogo, mas como disse o Professor da Universidade Federal de Viçosa, Próspero Brum Paoli," não ganha mas ajuda a ganhar". Uma estrutura moderna permite um trabalho de campo mais eficiente no que se refere à preparação física e prevenção de lesões permitindo ao atleta atingir um nível ótimo de desempenho. Gramados de qualidade vão dar ao treinador a possibilidade de preparar seu time nas diversas situalções que um jogo pode exigir e assim poder organizar a equipe táticamente.Perceberam o verbo poder de novo.
Uma boa estrutura só ajuda se quem a utiliza sabe aproveitar os recursos e, ainda sim, não é garantia de sucesso pois isto não é privilégio de apenas um ou dois clubes.
Estar com as contas(salários) em dia apenas ajuda pois é só uma condição básica para o trabalho, é só fundamental mas não é diferencial. Não deixa de ser um fator influente.
Talvez o aspecto que tenha um peso um pouco maior do que os outros é a capacidade de preparar a equipe táticamente pois com todos os recursos se o técnico não conseguir dentro das características dos atletas organizar e treinar a equipe de maneira eficiente de nada adiantaria bons jogadres ou boa estrutura. Mas ainda sim não é justificável definir o trabalho apenas por aí pois existe ainda dois aspectos importantes.
A capacidade de liderança dá confiança aos atletas e a todo o staff de trabalho do departamento profissional, portanto é preciso agregá-la as exigências de um comandante.
E por fim, posso ter esquecido alguma coisa, temos o ambiente de trabalho(bom relacionamento entre as pessoas, sem conflitos desnecessários) que é crucial para a execução de um projeto de clube de futebol que almeja grnades conquistas, faz parte da "lista de ajuda" mas também não é garantia de vitórias.
Podemos concluir, então que o futebol é uma ciência multifatorial, em que o sucesso é obtido pela eficácia de todos estes componentes mencionados e o fracasso pela negligência de um ou mais destes.
Com isso sugiro ao analistas que sigam este roteiro para comentar o desempenho de alguma equipe e aos profissionais dos clubes que também busquem o melhor desempenho cercando estas vairáveis de maneira bem direta sem teorias inúteis para fugir da devida responsabilidade.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Periodização física x periodização tática
A sobrevida do preparador físico passa pelo esclarecimento dessas duas linhas de trabalho*
Wladimir Braga
"A verdade jamais é pura e raramente é simples." (Oscar Wilde)
Muito se fala, nos dias atuais, a respeito da periodização tática e na redução de espaço nas comissões técnicas para o preparador físico. Este mesmo autor que aqui vos escreve, em um dos artigos, destaca o fim dessa função. Na verdade, no fim da forma reduzida em que se encontra inserido esse profissional.
O que ocorre de fato é uma onda de admiradores da nova forma de pensar o futebol (periodização tática), em que os jovens profissionais, impulsionados pelo anseio de se tornarem sofisticados e atualizados, se jogam de cabeça numa metodologia de treinamento que vai muito mais além do que acontece no dia-a-dia de trabalho.
Na periodização tática, nada ou quase nada tem a ver com rendimento físico puro. Nesse conceito, tudo é dependente do modelo de jogo, organizado em princípios, sub-princípios e sub-princípios dos sub-princípios de jogo. Ainda podemos reforçar que o conceito de fadiga está totalmente agregado ao desenvolvimento de situações- problema envolvendo exigências cognitivas em que os aspectos psicológicos, físicos e táticos estão embutidos.
Enfim, podemos sugerir ou ainda definir que nessa linha de trabalho não há espaço para o preparador físico, decisivamente, salvo na sala de musculação, função esta que pode ser destinada, também, ao fisioterapeuta. Assim, no campo de trabalho, as questões motoras específicas da modalidade são destinadas ao treinador e auxiliares técnicos que, em perfeita sintonia, têm plena consciência do modelo de jogo (anteriormente mencionado) e trabalham apenas em função dele.
Pela periodização física, dentro dos vários modelos existentes (períodos, blocos, ciclos, etc.) e dos vários autores conhecidos (Verkoshansky, Matveev, Valdivielso, etc.), podemos definir como a forma de treinamento ou preparação em que os aspectos técnicos e táticos estão agregados ao treinamento físico.
Os componentes físicos são organizados em períodos para a obtenção de melhor desempenho em determinado momento da temporada, ou em blocos, buscando um nível de trabalho alto em grande parte do ano.
Com isso, a figura do preparador físico é peça fundamental para a manutenção, aquisição de rendimento físico, recuperação física e principalmente no planejamento do trabalho. Mesmo no trabalho integrado com aspectos táticos e técnicos, a carga de trabalho respeita capacidades e intensidades físicas e seus objetivos.
Ainda sim, um treino tático de 11x11 (também conhecido como coletivo), mesmo considerando a carga cognitiva, esta última, ainda assim, caminha no mínimo ao lado com a carga física.
Considerando essas duas formas de se planejar, pensar e trabalhar o futebol, podemos compreender alguns pontos que são fundamentais ao se optar por uma delas:
ü As duas formas são eficientes;
ü O entendimento da linha de trabalho nas duas formas é fundamental;
ü O preparador físico só existe realmente, de forma atuante, na periodização física;
ü É importante entender a “cultura” esportiva das pessoas, países ou clube em que vai trabalhar, principalmente se for com categoria de base;
ü O treinador em qualquer nível de treinamento é que irá definir se quer na sua comissão preparador físico ou auxiliar técnico (mesmo que o preparador físico o ajude também em questões técnicas e táticas);
ü O objetivo do preparador físico e do auxiliar técnico é trabalhar em função do treinador, e não o contrário.
Continuando esse assunto, afirmo que o preparador físico continua “vivo”, não de forma descontextualizada, mas bem integrado às posições e pontos de vista do treinador, que é o chefe da comissão técnica que trabalha com os conteúdos técnicos e táticos agregados ao treino físico na planificação do desempenho.
Mas essa função acabou, com certeza, para os adeptos da periodização tática. Contudo, não acredito que uma das duas seja a melhor forma, mas sim que o melhor trabalho é aquele realizado em função das aspirações, pensamentos e metodologia utilizado pelo treinador.
A questão maior é que a periodização tática não é sustentada pelos trabalhos com jogos reduzidos ou mesmo treino físico com bola (como alguns acreditam, aliás, não há treino físico nessa forma), ela é justamente uma questão de entendimento de seus mecanismos e de uma compreensão profunda de como ocorrem as adaptações pelo treino sustentado no modelo de jogo.
Assim, não é aconselhável se aventurar por ela sem esse entendimento e, portanto, é melhor continuar com a outra linha em que a fragmentação pode facilitar o planejamento e o entendimento dos fatores.
Finalizo esse artigo aconselhando os jovens preparadores, treinadores e dirigentes a considerarem a última afirmação para que haja um entendimento único em seus respectivos clubes e comissões.
*ARTIGO PUBLICADO E EXTRAIDO NO SITE UNIVERSIDADE DO FUTEBOL
terça-feira, 27 de julho de 2010
CONCEITO DE FUTEBOL TOTAL
Um caminho holístico na busca do alto rendimento

Futebol total, mais do que um termo em evidência, representa uma forma de abordagem que considera os aspectos táticos, técnicos, físicos e psicológicos de maneira não fragmentada mas sim sistêmica, não como a somatória de fatores mas o produto de seus componentes e não como uma receita mas sim como um desafio constante pra cada situação ou para cada contexto.
Alguns podem chamar isto de bom senso, outros menos entendidos chamam de não científico (deve ser porquê acham que as pessoas são "programadas" pelos números que representam suas avaliações). Enfim, outros mais questionadores(assim com eu) procuram conceituar o futebol com uma ciência holística.
De acordo com Pierre Weil(2006) "a palavra holística nestes últimos 20 anos tem penetrado progressivamente no âmbito da filosofia, da teologia, da educação, da ecologia, da economia, e demais domínios do conhecimento humano. Ela representa na realidade todo um movimento de mudança de sentido, não somente da ciência mais ainda de todo conhecimento humano".
Ou seja, o futebol total representa uma mudança de paradigma para uma relação mais do que estreita entre as áreas de conhecimento e as informações recebidas e entre as tomadas de decisão na preparação e formação de uma equipe.
Sejamos diretos: Não existe no futebol uma verdade que seja definitiva para todas as situações, seja no âmbito do treinamento, seja na formação de uma equipe. Com isto, hoje, acredito que mesmo a periodização tática que é, dentre as linhas de trabalho, a que mais se inseri neste sentido, precisa ser revista e precisamos reconsiderar pontos que comprovadamente nos darão informações importantes do potencial de rendimento dos jogadores, assim como não podemos qualificar atletas apenas por resultados em avaliações e testes físicos.
Precisamos mais do que nunca, parar de práticar teoria com a forma de tentativa e erro/acerto, e sim teorizar a prática para buscarmos aquilo de que necessitamos para o nosso trabalho: planejar o futebol e não suas partes.
O ser humano, e principalmente o atleta, não merece ser vítima do padrão, da regra e da linha de produção tecnicista.
É necessário ,finalmente, parar de buscar a "receita de bolo" por que ela simplesmente não existe, o que realmente existe é a nossa capacidade de gerir nosso conhecimento.
Futebol total, mais do que um termo em evidência, representa uma forma de abordagem que considera os aspectos táticos, técnicos, físicos e psicológicos de maneira não fragmentada mas sim sistêmica, não como a somatória de fatores mas o produto de seus componentes e não como uma receita mas sim como um desafio constante pra cada situação ou para cada contexto.
Alguns podem chamar isto de bom senso, outros menos entendidos chamam de não científico (deve ser porquê acham que as pessoas são "programadas" pelos números que representam suas avaliações). Enfim, outros mais questionadores(assim com eu) procuram conceituar o futebol com uma ciência holística.
De acordo com Pierre Weil(2006) "a palavra holística nestes últimos 20 anos tem penetrado progressivamente no âmbito da filosofia, da teologia, da educação, da ecologia, da economia, e demais domínios do conhecimento humano. Ela representa na realidade todo um movimento de mudança de sentido, não somente da ciência mais ainda de todo conhecimento humano".
Ou seja, o futebol total representa uma mudança de paradigma para uma relação mais do que estreita entre as áreas de conhecimento e as informações recebidas e entre as tomadas de decisão na preparação e formação de uma equipe.
Sejamos diretos: Não existe no futebol uma verdade que seja definitiva para todas as situações, seja no âmbito do treinamento, seja na formação de uma equipe. Com isto, hoje, acredito que mesmo a periodização tática que é, dentre as linhas de trabalho, a que mais se inseri neste sentido, precisa ser revista e precisamos reconsiderar pontos que comprovadamente nos darão informações importantes do potencial de rendimento dos jogadores, assim como não podemos qualificar atletas apenas por resultados em avaliações e testes físicos.
Precisamos mais do que nunca, parar de práticar teoria com a forma de tentativa e erro/acerto, e sim teorizar a prática para buscarmos aquilo de que necessitamos para o nosso trabalho: planejar o futebol e não suas partes.
O ser humano, e principalmente o atleta, não merece ser vítima do padrão, da regra e da linha de produção tecnicista.
É necessário ,finalmente, parar de buscar a "receita de bolo" por que ela simplesmente não existe, o que realmente existe é a nossa capacidade de gerir nosso conhecimento.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
POR QUÊ A COPA DA ÁFRICA FOI UM AVANÇO:
UMA OBSERVAÇÃO SOBRE O QUE AS EQUIPES NOS MOSTRARAM
Se para alguns críticos a Copa do Mundo da África do Sul foi uma competição feia e pouco atraente do ponto de vista do espetáculo no campo,a minha percepção foi outra.
Sem dúvida, a quantidade de dribles e "gols de placa" não é a mesma e o futebol também não é. O jogo passou por fases ao longo da história em que no início o aspecto técnico era o fator mais decisico no jogo, logo em seguida a preparação física tomou seu espaço com muita propriedade, e depois se tornou evidente já no final no século passado até os dias de hoje a evolução do componente tático e a preparação mental vai tomando seu espaço ainda que timidamente.
Só que mais do que a evolução de componentes isolados deste esporte, está o desenvolvimento, a preparação e a concepção do futebol enquanto universo de conhecimento indivisível, desfragmentado e portanto um sistema em seu conceito ou definição.
Assim, considerando as equipes que foram mais longe na competição e outras que não o foram mas demonstraram uma qualidade no seu jogo coletivo, ficou evidente que o futebol enquanto jogo coletivo é ávido (mas não carente) por trabalhos que consideram os atletas como parte de um sistema e não um mero conjunto de partes isoladas, cada qual com sua técnica(que sem dúvida é muito importante).
Os jogos que se passaram, nos mostraram que as melhores equipes, não necessariamente o são por causa dos melhores jogadores, mas também pela aplicação destes ao modelo de jogo proposto ou a como conseguiram assimilar e se mobilizar para cumprir funções e "brigar" pela bandeira de seu país(haja vista o tempo escasso de preparação).
Ficou claro que os países que chegaram nas últimas fases investem forte na formação de atletas, ou seja, no desenvolvimento de metodologias de treinamento, bem com estruturas de captação e físicas para o desenvolvimento de um projeto de formação. Neste sentido, o Barcelona nos dá um grande exemplo com sua política de sistema de jogo padronizado, além de PSV e AJAX que tanto produziram de material já divulgado pelo mundo a respeito de treinamentos físicos, técnicos e táticos.
O que esperávamos a 10 anos atrás sobre evolução no futebol, está acontecendo e os países, ou clubes, ou mesmo profissionais que não se engajarem neste processo estão condenados a ficar para trás no mundo do futebol.
Senhores, bem vindos ao futebol moderno!!!
Percepção e entendimento são o princípio para o sucesso no futebol holístico de hoje. Montar equipes não é distribuir coletes, nem se comportar como profetas do acontecido.
Mãos a obra, 4 anos passam rápido.
Um abraço
Se para alguns críticos a Copa do Mundo da África do Sul foi uma competição feia e pouco atraente do ponto de vista do espetáculo no campo,a minha percepção foi outra.
Sem dúvida, a quantidade de dribles e "gols de placa" não é a mesma e o futebol também não é. O jogo passou por fases ao longo da história em que no início o aspecto técnico era o fator mais decisico no jogo, logo em seguida a preparação física tomou seu espaço com muita propriedade, e depois se tornou evidente já no final no século passado até os dias de hoje a evolução do componente tático e a preparação mental vai tomando seu espaço ainda que timidamente.
Só que mais do que a evolução de componentes isolados deste esporte, está o desenvolvimento, a preparação e a concepção do futebol enquanto universo de conhecimento indivisível, desfragmentado e portanto um sistema em seu conceito ou definição.
Assim, considerando as equipes que foram mais longe na competição e outras que não o foram mas demonstraram uma qualidade no seu jogo coletivo, ficou evidente que o futebol enquanto jogo coletivo é ávido (mas não carente) por trabalhos que consideram os atletas como parte de um sistema e não um mero conjunto de partes isoladas, cada qual com sua técnica(que sem dúvida é muito importante).
Os jogos que se passaram, nos mostraram que as melhores equipes, não necessariamente o são por causa dos melhores jogadores, mas também pela aplicação destes ao modelo de jogo proposto ou a como conseguiram assimilar e se mobilizar para cumprir funções e "brigar" pela bandeira de seu país(haja vista o tempo escasso de preparação).
Ficou claro que os países que chegaram nas últimas fases investem forte na formação de atletas, ou seja, no desenvolvimento de metodologias de treinamento, bem com estruturas de captação e físicas para o desenvolvimento de um projeto de formação. Neste sentido, o Barcelona nos dá um grande exemplo com sua política de sistema de jogo padronizado, além de PSV e AJAX que tanto produziram de material já divulgado pelo mundo a respeito de treinamentos físicos, técnicos e táticos.
O que esperávamos a 10 anos atrás sobre evolução no futebol, está acontecendo e os países, ou clubes, ou mesmo profissionais que não se engajarem neste processo estão condenados a ficar para trás no mundo do futebol.
Senhores, bem vindos ao futebol moderno!!!
Percepção e entendimento são o princípio para o sucesso no futebol holístico de hoje. Montar equipes não é distribuir coletes, nem se comportar como profetas do acontecido.
Mãos a obra, 4 anos passam rápido.
Um abraço
quinta-feira, 8 de julho de 2010
SISTEMA DE JOGO OU MODELO DE JOGO?
Durante as últimas décadas o futebol evoluiu em todos os aspecto, desde a participação da mídia até as metodologias de treinamento. Com os sistemas de jogo, que nada mais é do que a disposição dos atletas no campo, não foi diferente.4-4-2, 4-3-3, 3-5-2, 4-5-1, são exemplos de sistemas de jogo, muitos hoje nem são mais utilizados normalmente e são sempre discutidos por profissionais da área, especialistas de imprensa e até pelos torcedores nas mesas de buteco. Será que o sistema é fundamental para a vitória como alguns defendem? Ou será que são apenas números que representam a maneira de melhor encaixar os jogadores na equipe?
Um outro conceito vem ganhando espaço no futebol de alto nível e merece especial atenção: Modelo de jogo.
Modelo de jogo é a maneira ou padrão de jogo de uma equipe, é definido de acordo com a característica dos atletas que vão fazer assim o sistema de jogo, anteriormente definido, funcionar. O modelo de jogo é a cara do time, e que pode ser de marcação meio-campo e contra-ataque, de posse de bola no campo ofensivo sempre marcando o lado da bola, dentre outros, enfim, é o comportamento padrão da equipe. Por isso o técnico José Mourinho falou em uma das entrevistas que precisa do jogador certo e não dos melhores. Eu tenho o hábito de falar que se você contratou um engenheiro, então o mande fazer o serviço do engenheiro, se contratou pedreiro, mande fazer o trabalho de um pedreiro. Acho que fica fácil entender esta analogia. No futebol, a forma de jogar de uma equipe deve estar totalmente de acordo com os atletas que possui e com a cultura do lugar e clube em que se trabalha, desta forma podemos perceber porquê é preciso dos jogadores certos, pois estes precisam possuir a capacidade de executar o modelo de jogo proposto. É preciso entendimento profundo do futebol não apenas para perceber isto mas também para aplicar isto no campo prático.
O futebol enquanto modalidade não deve ser vista de maneira fragmentada por quem comanda uma equipe, em multi-áreas isoladas como psicologia, tática, técnica e física, não há como separar pois elas acontecem de forma simultânea. Muitas vezes são treinadas de forma isolada, mas não podem ser utilizadas de maneira isolada para explicar o que acontece no jogo.
Por tanto, o sistema de jogo de ser utilizado como mecanismo para fazer funcionar o modelo de jogo. Assim, existe uma hierárquia nesta relação em que o modelo de jogo é o"norte" que vai direcionar o treinamento dos outros aspectos do treino e da formação da equipe e isto precisa estar bem claro para o treinador.
Wladimir Braga
Um outro conceito vem ganhando espaço no futebol de alto nível e merece especial atenção: Modelo de jogo.
Modelo de jogo é a maneira ou padrão de jogo de uma equipe, é definido de acordo com a característica dos atletas que vão fazer assim o sistema de jogo, anteriormente definido, funcionar. O modelo de jogo é a cara do time, e que pode ser de marcação meio-campo e contra-ataque, de posse de bola no campo ofensivo sempre marcando o lado da bola, dentre outros, enfim, é o comportamento padrão da equipe. Por isso o técnico José Mourinho falou em uma das entrevistas que precisa do jogador certo e não dos melhores. Eu tenho o hábito de falar que se você contratou um engenheiro, então o mande fazer o serviço do engenheiro, se contratou pedreiro, mande fazer o trabalho de um pedreiro. Acho que fica fácil entender esta analogia. No futebol, a forma de jogar de uma equipe deve estar totalmente de acordo com os atletas que possui e com a cultura do lugar e clube em que se trabalha, desta forma podemos perceber porquê é preciso dos jogadores certos, pois estes precisam possuir a capacidade de executar o modelo de jogo proposto. É preciso entendimento profundo do futebol não apenas para perceber isto mas também para aplicar isto no campo prático.
O futebol enquanto modalidade não deve ser vista de maneira fragmentada por quem comanda uma equipe, em multi-áreas isoladas como psicologia, tática, técnica e física, não há como separar pois elas acontecem de forma simultânea. Muitas vezes são treinadas de forma isolada, mas não podem ser utilizadas de maneira isolada para explicar o que acontece no jogo.
Por tanto, o sistema de jogo de ser utilizado como mecanismo para fazer funcionar o modelo de jogo. Assim, existe uma hierárquia nesta relação em que o modelo de jogo é o"norte" que vai direcionar o treinamento dos outros aspectos do treino e da formação da equipe e isto precisa estar bem claro para o treinador.
Wladimir Braga
terça-feira, 6 de julho de 2010
CONCEITO DE ATLETA DE FUTEBOL
Um dos maiores equívocos, quando se discute a respeito de atletas de futebol, se refere a confusão entre os termos jogador habilidoso e jogador de boa técnica, este segundo com certeza mais importante e fundamental na montagem de boas equipes.
O jogador habilidoso e aquele que possui um a capacidade de fazer malabarismo com a bola, dribles diferenciados, embaixadas com a canela, enfim o atleta que consegue realizar movimentos que poucos conseguem com a bola.
O jogador de boa técnica, e aí está a grande diferença, tem o domínio dos fundamentos técnicos, que com o perdão da redundância, são "fundamentais" à prática do futebol. Ou seja, passa e chuta bem com as 2 pernas, tem um bom domínio, sabe cabecear e driblar de maneira eficiente, coisas que muitas das vezes o atleta chamado de habilidoso(que muitos errôneamente chama de "craque"), não consegue fazer.
O craque além de ter boa técnica e ser habilidoso com dissemos tem um fator crucial para possuir este título: Inteligência de Jogo.
Assim é preciso ter muito cuidado ao se falar sobre "craques", poucos o são e poucos vão ser.
O jogador habilidoso e aquele que possui um a capacidade de fazer malabarismo com a bola, dribles diferenciados, embaixadas com a canela, enfim o atleta que consegue realizar movimentos que poucos conseguem com a bola.
O jogador de boa técnica, e aí está a grande diferença, tem o domínio dos fundamentos técnicos, que com o perdão da redundância, são "fundamentais" à prática do futebol. Ou seja, passa e chuta bem com as 2 pernas, tem um bom domínio, sabe cabecear e driblar de maneira eficiente, coisas que muitas das vezes o atleta chamado de habilidoso(que muitos errôneamente chama de "craque"), não consegue fazer.
O craque além de ter boa técnica e ser habilidoso com dissemos tem um fator crucial para possuir este título: Inteligência de Jogo.
Assim é preciso ter muito cuidado ao se falar sobre "craques", poucos o são e poucos vão ser.
domingo, 4 de julho de 2010
O PERFIL DO NOVO TÉCNICO DA SELEÇÃO BRASILEIRA
Com a saída de Dunga e as especulações já anunciadas, qual o perfil do treinador que a CBF vai escolher para comandar a "nova" seleção brasileira?
Acredito que um dos itens indispensáveis seria experiência na área de atuação, ou seja, um profissional que já tenha anos de trabalho com equipes de futebol e principalmente no alto nível de desempenho. Um outro aspecto que julgo importante é o histórico de conquistas mostrando que o novo treinador tem um retrospecto vencedor na carreira. Em terceiro e não menos importante que os anteriores, o novo comandante precisa ter um formação, ou se preferirem, estar preparado para exercer a função não apenas do ponto de vista acadêmico mas também de relacionamento. Continuando a lista de virtudes que julgo como fundamentais para quem vai exercer um cargo de extrema relevância neste país, entendo que o novo treinador precisa entender de projetos e assim precisa acima de tudo saber "gerir" este projeto que é de 4 anos. E finalmente, o novo treinador precisa ter em mente que acima das convicções pessoais está a cultura de um povo que exige um futebol ofensivo, com o que os comentaristas chamam de alegria pra jogar mais eu prefiro definir como posse de bola no campo ofensivo e liberdade para dribles mesmo com a defesa adversária montada.
Não acredito que Dunga foi o vilão desta eliminação ou mesmo Felipe Melo. Dunga foi consciente o tempo todo de seu trabalho e confiou em sua linha de raciocínio em que a coerência e a eficiência da forma de jogar a que foram submetidos os atletas que vestiram a camisa da seleção com responsabilidade (e vestiram) pudessem nos dar o título mundial. Resultados ele teve, mas o desfecho foi triste para todos...águas passadas...pensemos agora no novo projeto da "nova" seleção e que a CBF que é a grande responsável pela escolha do novo comandante seja feliz desta vez!!!
Acredito que um dos itens indispensáveis seria experiência na área de atuação, ou seja, um profissional que já tenha anos de trabalho com equipes de futebol e principalmente no alto nível de desempenho. Um outro aspecto que julgo importante é o histórico de conquistas mostrando que o novo treinador tem um retrospecto vencedor na carreira. Em terceiro e não menos importante que os anteriores, o novo comandante precisa ter um formação, ou se preferirem, estar preparado para exercer a função não apenas do ponto de vista acadêmico mas também de relacionamento. Continuando a lista de virtudes que julgo como fundamentais para quem vai exercer um cargo de extrema relevância neste país, entendo que o novo treinador precisa entender de projetos e assim precisa acima de tudo saber "gerir" este projeto que é de 4 anos. E finalmente, o novo treinador precisa ter em mente que acima das convicções pessoais está a cultura de um povo que exige um futebol ofensivo, com o que os comentaristas chamam de alegria pra jogar mais eu prefiro definir como posse de bola no campo ofensivo e liberdade para dribles mesmo com a defesa adversária montada.
Não acredito que Dunga foi o vilão desta eliminação ou mesmo Felipe Melo. Dunga foi consciente o tempo todo de seu trabalho e confiou em sua linha de raciocínio em que a coerência e a eficiência da forma de jogar a que foram submetidos os atletas que vestiram a camisa da seleção com responsabilidade (e vestiram) pudessem nos dar o título mundial. Resultados ele teve, mas o desfecho foi triste para todos...águas passadas...pensemos agora no novo projeto da "nova" seleção e que a CBF que é a grande responsável pela escolha do novo comandante seja feliz desta vez!!!
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